O nascimento e a vida: uma reflexão psicanalítica a partir do poema Desiderata
- Comunica 4 You

- 28 de jul.
- 3 min de leitura

O nascimento como evento psíquico
Na perspectiva da psicanálise, o nascimento não é apenas um evento biológico, mas também um marco psíquico. É o primeiro confronto do bebê com a ausência da mãe e com a existência no mundo. Esse momento fundante deixa marcas profundas no inconsciente, moldando a formação do sujeito e sua relação com o desejo, a falta e o outro.
No dia 13 de julho, data do meu nascimento, recebi uma mensagem de um amigo que me tocou profundamente. Emocionada, compartilho com você um olhar psicanalítico sobre esse texto que fala de vida, serenidade e autenticidade — valores que atravessam o processo analítico.
O que essa mensagem desperta em mim (e pode despertar em você)
Ao ler essa mensagem, senti o desejo de compartilhar não apenas suas palavras, mas o que elas significam para o nosso mundo interno. Aqui estão alguns pontos que me tocaram:
✧ A importância da paz interior
Encontrar serenidade no silêncio e manter a calma mesmo diante das pressões do mundo externo é uma forma de cuidado psíquico. A paz interior não é ausência de conflito, mas a capacidade de sustentar a própria presença com leveza.
✧ Aceitar a vida em sua totalidade
A vida é feita de alegrias e tristezas, encontros e despedidas. Aceitar essa ambivalência nos fortalece emocionalmente e nos ensina a lidar com os altos e baixos com coragem.
✧ Falar a verdade com autenticidade
Ser verdadeiro consigo mesmo e com os outros, com clareza e gentileza, é libertador. Na análise, isso se traduz em permitir-se dizer — inclusive o que dói, o que foi calado, o que precisa ser escutado.
✧ Lembrar-se da beleza do mundo
Mesmo diante da dor, ainda existe beleza. Cultivar esse olhar pode ser uma forma de resistência emocional. A busca pela felicidade não é egoísmo: é um gesto de cuidado com a vida.
Desiderata, de Max Ehrmann — uma leitura psicanalítica
“Siga tranquilamente entre a pressa e a inquietude, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.”
O poema Desiderata, escrito em 1927, é um convite à vida com mais presença, gentileza e aceitação. Abaixo, destaco alguns trechos que dialogam com a escuta clínica e o processo de autoconhecimento:
“Fale a sua verdade mansa e claramente...”A fala é o eixo da análise. Dizer a verdade, mesmo que fragmentada, é um ato de coragem.
“Evite as pessoas escandalosas e agressivas...”Há vínculos que nos adoecem. Aprender a se proteger também é parte do processo de cura.
“Você é filho do Universo...”A sensação de pertencimento é um dos pilares da saúde emocional. Você tem lugar no mundo.
“Seja você mesmo, principalmente...”A psicanálise não busca moldar: ela convida à descoberta de quem se é, por trás das máscaras.
“Não seja descrente do amor...”Mesmo diante das dores, o amor — por si, pelo outro, pela vida — continua sendo possível.
Conclusão: entre a poesia e o inconsciente
O nascimento marca nossa entrada no mundo. E ao longo da vida, somos constantemente convidados a “nascer de novo” — a cada escolha, a cada escuta, a cada novo amor ou despedida.
Em um mundo caótico e apressado, o poema Desiderata pode funcionar como um chamado à pausa, ao silêncio interno e à reconexão com o que importa. Assim como a psicanálise, ele nos lembra que o verdadeiro caminho é ser quem se é, com coragem e sensibilidade.
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