top of page

Dia dos Namorados: o amor idealizado e o que ele revela sobre você

Neste Dia dos Namorados, descubra o que o amor idealizado revela sobre seus desejos, inseguranças e o seu jeito de amar. Um olhar psicanalítico sobre o amor.


O que o Dia dos Namorados desperta em você?

Enquanto a maior parte do mundo celebra o Valentine's Day em 14 de fevereiro, o Brasil escolheu o dia 12 de junho como data oficial dos namorados. A escolha foi estratégica: em 1949, o publicitário João Dória criou a campanha "Não é só com beijos que se prova o amor!" para impulsionar o comércio em um mês de vendas fracas. A iniciativa teve tanto impacto que a data se consolidou como uma das principais celebrações comerciais do país.

Mas, para além da vitrine, o Dia dos Namorados movimenta o que temos de mais íntimo: desejos, fantasias, lembranças, frustrações. Ele toca profundamente o nosso psiquismo, especialmente quando existe o anseio por um amor idealizado — aquele de receber flores, ser surpreendida com um jantar romântico ou, simplesmente, sentir-se lembrada por alguém especial.


Amor idealizado: projeção, fantasia ou defesa?

Por trás das declarações e presentes, há muitas vezes uma expectativa: encontrar o “amor certo”, aquele que nos entende, completa e jamais nos decepciona. Esse amor, quase sempre idealizado, nasce das nossas fantasias mais antigas. Desde cedo, aprendemos — nas histórias, nos filmes, nas nossas próprias carências — que amar é viver um conto de fadas.

A psicanálise nos ajuda a enxergar o quanto esse ideal pode ser uma defesa. Projetamos no outro aquilo que gostaríamos de ter em nós: segurança, aceitação, valor. Esperamos que ele preencha nossas lacunas emocionais — e quando isso não acontece, sentimos frustração, solidão ou até rejeição.


Amor real: imperfeito, mas possível

O amor real não é um ideal. É encontro, é troca, é movimento. Tem conflito, tem falha, tem limite. Mas também tem construção, escuta e crescimento. Quando deixamos de buscar o amor que só existe na nossa fantasia, podemos começar a viver relações mais verdadeiras, mais humanas.

Reconhecer o amor idealizado é um passo importante no caminho do autoconhecimento. Perceber que ele nasce dentro de nós — e não no outro — nos ajuda a olhar com mais gentileza para o amor possível. Aquele que acolhe nossas imperfeições e também nos convida a crescer.


Amar começa no amor por si

Freud dizia:

“As crianças amam em primeiro lugar a si próprias, e apenas mais tarde é que aprendem a amar os outros.”

O amor-próprio é a base da nossa capacidade de amar o outro. Quando me sinto amada por mim, reconheço que a beleza da flor ao lado não anula a minha. E quando aceito que o amor é vivido, e não explicado, posso também compreender a frase:

“Como é seguro o ser que se sente amado.”


Para refletir neste Dia dos Namorados…

  • Você deseja o amor ou o ideal de amor?

  • Está buscando alguém ou tentando preencher um vazio interno?

  • O que o amor significa para você hoje?


Talvez esse seja um bom momento para se perguntar: quais histórias de amor você está contando para si mesma? E se, em vez de buscar o amor perfeito, você começasse a cultivar um amor mais real, possível — e que comece por você?


Gostou do conteúdo?

Se quiser aprofundar essa reflexão, entre em contato comigo. A psicanálise pode te ajudar a compreender seus padrões afetivos e criar relações mais saudáveis — consigo e com os outros.

 
 
 

Comentários


bottom of page